Asilo São Vicente presente no seminário sobre violência contra a pessoa idosa

José Araújo da Silva, Cláudia Carneiro, Dirce da Luz e Dawana Cordova

Representantes da Ação Social do Paraná-ASP e do Asilo São Vicente de Paulo participaram do Seminário em alusão ao Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. O objetivo do encontro foi sensibilizar a sociedade para o combate à violência contra pessoas idosas e pensar políticas públicas de promoção e proteção.

O evento, realizado no dia 14 de junho, aconteceu no auditório Mario Lobo, do Palácio das Araucárias, em Curitiba e foi promovido pela Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, por meio da Escola em Educação de Direitos Humanos (Esedh) e da Coordenação da Política Pública da Pessoa Idosa, em conjunto com o CEDI-Conselho Estadual dos Direitos do Idoso do PR.

O seminário contou com exposição de trabalhos em tela pelo grupo de aposentados da Paraná Previdência, apresentação cultural com o Coral da Copel, palestra com o Dr. João Batista de Lima Filho, mesa de debates com apresentação dos dados da violência no Paraná. A abertura oficial teve participação do Secretário da Justiça, Família e Trabalho Ney Leprevost,

Estiveram presentes o Primeiro Secretário do Conselho Diretor da ASP e conselheiro do CEDI,  José Araújo da Silva, a coordenadora do Centro Dia e também conselheira do CEDI, Claudia Carneiro, a supervisora de enfermagem do Asilo São Vicente de Paulo, Dirce da Luz, e a assistente social do Asilo, Dawana Ferreira Cordova.

A data

O dia 15 de junho marca o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data instituída em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa (INPES). O objetivo é sensibilizar a sociedade para o combate das diversas formas de violência cometida contra a pessoa com idade igual ou superior a 60 anos.}

O conselheiro José Araújo ressalta que para a ASP, mantenedora do Asilo São Vicente, a importância do dia 15 de junho tem dupla finalidade: de um lado mostra que o Asilo cumpre integralmente o que está na lei referente a manutenção dos laços familiares e afetivos numa incessante busca neste sentido, indo além da legalidade, agindo com extremo respeito as pessoas idosas sob seus cuidados. De outro, mostra à comunidade e às autoridades que as senhoras abrigadas na instituição têm sua cidadania e os direitos humanos respeitados, em direção a uma velhice saudável e com segurança.

Formas de violência contra a pessoa idosa

As formas de violência contra a pessoa idosa são diversas. Dentre elas podemos destacar:

  • Física: é todo ato violento com uso da força física de forma intencional, não acidental, praticada com o objetivo de ferir ou lesar uma pessoa, deixando ou não marcas evidentes em seu corpo e, muitas vezes, provocando a morte. Manifesta-se, de maneira geral, mediante empurrões, beliscões, tapas, socos ou com o uso de armas.
  • Negligência/abandono: negligência é a omissão por familiares ou instituições responsáveis pelos cuidados básicos para o desenvolvimento físico, emocional e social do idoso, tais como privação de medicamentos, descuido com a higiene e saúde, ausência de proteção contra o frio e o calor. O abandono é uma forma extrema de negligência.
  • Sexual: é qualquer ação na qual uma pessoa, fazendo uso de poder, força física, coerção, intimidação ou influência psicológica, obriga outra pessoa, de qualquer sexo, a ter, presenciar ou participar, de alguma maneira, de interações sexuais contra a sua vontade.
  • Econômico-financeira e patrimonial: consiste no usufruto impróprio ou ilegal dos bens dos idosos, e no uso não consentido por eles de seus recursos financeiros e patrimoniais.
  • Autoagressão: refere-se à conduta da pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança, como, por exemplo, agressões contra si próprio(a), as automutilações, os suicídios e tentativas de suicídio.
  • Autonegligência: manifesta-se por meio da recusa de prover a si mesma dos cuidados básicos necessários à sua saúde. Nesse caso, não se trata de terceiros que provocam a violência, e sim da própria pessoa.
  • Psicológica: corresponde a qualquer forma de menosprezo, desprezo, preconceito e discriminação, incluindo agressões verbais ou gestuais, com o objetivo de aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolar a pessoa idosa do convívio social. Pode resultar em tristeza, isolamento, solidão, sofrimento mental e depressão.

Importante ressaltar que o artigo 19 do Estatuto do Idoso (Lei No 10.741/2003, alterada pela Lei nº 12.461, de 2011) manda que os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra pessoas idosas serão objeto de notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem como serão obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos seguintes órgãos:  autoridade policial; Ministério Público; Conselho Municipal, Estadual ou Nacional do Idoso.